sexta-feira, 22 de abril de 2011


O Homem que Deve Morrer foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre junho de 1971 e abril de 1972, às 20 horas. Foi escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho e Milton Gonçalves, tendo contado com 258 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco.
Trama
Na cidade de Porto Azul, em Santa Catarina, há trinta e um anos, uma misteriosa luz envolveu Orjana e seu pai adotivo, o professor Valdez. Os dois desmaiaram e só voltaram a si no dia seguinte. Na mesma noite, três crianças sonharam com uma estranha luz que vinha do céu. Sonhou também um pescador, mestre Jonas. Dois meses depois da estranha noite, Orjana apareceu grávida. Bárbara teve confirmadas suas suspeitas de que o marido a traía com a filha adotiva do casal, e houve quem afirmasse que Ricardo, o namorado de Orjana, era o pai da criança. Nasceu um menino, que recebeu o nome de Cyro.

Anos depois, o dr. Cyro Valdez, depois de passar um tempo no exterior (sendo diretor geral de um grande hospital), voltou a Porto Azul para operar o comendador Liberato, e com a intenção de ajudar os mais humildes. Mestre Jonas, o pescador que sonhara na misteriosa noite, faz-se seguidor fiel de Cyro, que todos passaram a considerar um santo, por sua grande competência ao clinicar e por ser o menino da tal história. A trajetória de Cyro em Porto Azul se intensificou quando salvou a vida de Otto Frederico von Müller, o diretor da mineradora da região. Cyro removeu o coração de um jovem negro, Pedrão, e transplantou-o em Otto, que assim conseguiu sobreviver. O grande problema é que Otto, um vilão ao estilo nazista, é preconceituoso, intolerante e pérfido, e, em vez de ficar agradecido a Cyro por este lhe ter salvo a vida, passa a odiá-lo, e mais ainda ao descobrir o amor do médico por sua ex-esposa, Ester. Daí em diante, as vilanias de Otto e do advogado da mineradora, dr. Paulus - eternamente apaixonado por Ester -, passam a ser o grande obstáculo para que Cyro possa cumprir sua missão. Para os maus de Porto Azul, Cyro é um estorvo que precisa ser eliminado, é o homem que deve morrer.

Contou também a história de Vanda Vidal, uma mulher que sonhava com a felicidade, sonhava em ser uma atriz de renome, e do casamento conturbado entre Inês, filha de mestre Jonas e Rosa, e Baby Liberato, filho do comendador, um rapaz talhado para ser um homem mau, mas que, para frustração do comendador, torna-se um homem de bem, honesto e justo, além das tramas envolvendo as três crianças que sonharam na estranha noite com o não menos estranho acontecimento: André, Lia e Lucas Pé-na-Cova.

Elenco
Tarcísio Meira - Cyro Valdez
Glória Menezes - Ester
Jardel Filho - Otto Frederico von Müller
Cláudio Cavalcanti - Baby Liberato
Dina Sfat - Vanda Vidal
Paulo José - André
Gilberto Martinho - Mestre Jonas
Betty Faria - Inês
Edney Giovenazzi - Ricardo
Emiliano Queiroz - Dr. Paulus
Arlete Salles - Lia
Zilka Salaberry - Bárbara
Ênio Santos - Professor Valdez
Neuza Amaral - Orjana
Lídia Mattos - Catarina
Macedo Neto - Comendador Liberato
Ida Gomes - Júlia
Carlos Eduardo Dolabella - Cesário
Lúcia Alves - Tula
Paulo Araújo - Daniel
Ana Ariel - Rosa
Suzana Faini - Sônia
Antonio Pitanga - Lucas Pé-na-Cova
Léa Garcia - Luana
Ruth de Souza - Das Dores
Ivan Cândido - Godoy
Arnaldo Weiss - Professor Zacarias
Tânia Scher - Beth
Valdir Onofre - Pedrão
Zeny Pereira - Conceição
Dary Reis - Valter Coice-de-Mula
Míriam Pires - Carolina
Fernando José - Almeida
Lícia Magna - Clara
Ângela Leal - Ângela
Monah Delacy - Cândida
Francisco Serrano - Dr. Gustavo
Paulo César Pereio - Dr. Roberto
Vinícius Salvatori - Delegado
Jorge Cherques - Werner Von Müller
Curiosidades
Depois de um ano de sucesso em Irmãos Coragem, Tarcísio e Glória voltavam a atuar juntos nessa história mística. A figura de Cyro Valdez, segundo a autora, deveria sugerir a alegoria da vida de Jesus em sua passagem pela Terra. O tema foi considerado impróprio e acabou totalmente censurado. Janete alterou a história, com Cyro incorporando um médico comum. Mesmo assim, a história do homem que "andava por caminhos que nunca foram abertos", como explicava a letra de uma das canções da trilha sonora, foi um sucesso.
A Rede Globo jamais reapresentou a novela. É provável que as fitas com os capítulos de O Homem que Deve Morrer tenham se perdido no incêndio na emissora em 1976.
Janete Clair queria Dina Sfat no elenco da novela, mesmo a atriz estando grávida de sua segunda filha. Dina gravou por um mês, deu à luz a filha e voltou no final da novela.
Um dos destaques da história foi a inclusão de um transplante de coração, cirurgia realizada pela primeira vez no Brasil em 1968, pelo dr. Euríclides de Jesus Zerbini.
Trilha sonora:
Menina do Mato - Marcos Samy
Porto do Sol - Vanda e Guto
Solto no Mar - Sociedade Anônima
Um de Nós - Maria Creuza
Zambi Rei - Odylon
Navegador - Marcos Samy
O Homem Que Deve Morrer - Nonato Buzar e Coral (tema de abertura)
Wanda Vidal - Orquestra Som Livre (tema de Wanda Vidal)
Come To Me Together - Octávio Bonfá
Um Certo Dia - Ilka Soares
A Lei da Terra - Luis Carlos
What Greater Gift Could There Be - Guilherme Lamounier
Guerreiro - Jorge Nery
O Mesmo Sol - Tarcísio Filho e Glória Menezes



Bravo! foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo entre junho de 1975 e janeiro de 1976, contou com 197 capítulos. Foi escrita por Janete Clair e Gilberto Braga e dirigida por Reynaldo Boury e Fábio Sabag. O nome se refere a profissão do protagonista, que era um grande maestro. Foi produzida em preto-e-branco.
Trama
O maestro Clóvis di Lorenzo vive um romance com Cristina, tumultuado pelos problemas causados por sua filha Lia e pela cunhada Fabiana, que cultiva a imagem de Branca, a falecida esposa de Clóvis.
Elenco
Carlos Alberto - Clóvis di Lorenzo
Aracy Balabanian - Cristina
Bete Mendes - Lia
Neuza Amaral - Fabiana
Cláudio Cavalcanti - Maurício
Carlos Eduardo Dolabella - Edu Ribas
Arlete Salles - Myrian Serpa
Marcelo Picchi - Rick
Grande Otelo - Malaquias
Ítalo Rossi - Paes Duarte
José Augusto Branco - Rudy
Daisy Lucidy
Heloísa Helena - Eugênia
Luís de Lima - Nelson Bávaro
Reynaldo Gonzaga - Jorge
Bibi Vogel - Alice
Lupe Gigliotti - Dalva
Brandão Filho - Santiago
Lícia Magna - Marta
Norma Blum - Elvira
Monique Lafond
Suzy Arruda
Trilha sonora
Nacional
"Esse Tal de Roque Enrow" - Rita Lee
"Sempre Cantando" - Moraes Moreira
"O Amor Contra o Tempo" - Denise Emmer
"Balada" - Luigi Paolo
"Um Resto de Sol" - Gerson Conrad e Zezé Motta
"Bravo!" - Orquestra Som Livre
"Inteira" - Luli e Lucinha
"Agora Só Falta Você" - Rita Lee
"Nosotros" - Joyce
"Montanhês" - Denise Emmer
"Dentro de Mim Mora Um Anjo" - Sueli Costa
"Valsa Branca" - Orquestra Som Livre
"Piccadilly Rock" - Eduardo Dusek
Internacional / Clássica
História de 3 Amores (Rhapsody On A Theme Of Paganini - 18th Variation) - Rachmaninoff
Adágio da Sonata ao Luar - Beethoven
Terceira Sinfonia Em Fá Maior (3° Movimento) - Brahms
Minueto N° 9 - Paderewsky
Noturno Em Mi Bemol Maior (Opus 9 N° 2) - Chopin
Concerto Para Piano Em Si Bemol Menor - Tchaikovsky
Ária (Da Suíte em Ré Maior) - Bach
Valsa das Flores - Tchaikovsky
Pomp And Circumstance - Elgar
Canto do Cisne Negro - Villa-Lobos
Curiosidades
Bravo! foi assumida por Gilberto Braga porque a autora Janete Clair começou a escrever, às pressas, Pecado Capital, para substituir a versão censurada de Roque Santeiro.
Foi a única novela de Janete Clair no horário das sete.
Janete clair, foi responsável pelo argumento da novela "Jogo da Vida" de Silvio de Abreu exibida no horário das 19 horas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Em 18 de novembro de 1959, JK inaugurava a fábrica

A inauguração aconteceu em 18 de novembro de 1959. A cerimônia contou com a presença do então Presidente da República Juscelino Kubitscheck. Junto com Friedrich Wilhelm Schultz-Wenk, presidente da Volkswagen na época, JK passeou pela unidade a bordo de um Fusca Conversível. A foto é um dos marcos da então recém criada indústria automobilística nacional.

A escolha da cidade de São Bernardo do Campo foi estratégica, por ficar próxima ao Porto de Santos, de onde viria todo o maquinário, e São Paulo, maior mercado consumidor e onde a Volks já montava carros desde 1953 em um galpão no bairro do Ipiranga. A construção da primeira fábrica da marca fora da Alemanha demorou três anos.Nestas cinco décadas, a unidade passou por mudanças e incorporou novas tecnologias. Desde os anos 1960, modelos totalmente nacionais, como a Brasília, SP2 e Família Gol, foram desenvolvidos por lá. Nela, começaram os primeiros testes de impacto (crash-tests), em 1971, bem como introdução da injeção eletrônica (Gol GTI), dos freios com sistema ABS (Santana GLS) e da tecnologia Total Flex (Gol 1.6).

"Ao longo dos anos, a primeira unidade industrial tem sido continuamente modernizada e renovada, posicionando-se entre as mais versáteis, produtivas e flexíveis do Grupo Volkswagen no mundo", afirma o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall.

Hoje, são 12,5 mil colaboradores em 3 turnos produzindo diariamente 1.300 veículos de 9 modelos diferentes: Novo Gol, Nova Saveiro, Polo, Polo Sedan, Gol G4, Parati e Kombi. Em seus 50 anos, a unidade produziu 22 modelos entre eles o Fusca, o Passat, o Santana e os “brasileiros” Brasília e SP2.
A Kombi é fabricada até hoje são 5 décadas desde sua primeira unidade produzida no Brasil em 1959 é a menina dos olhos da Volkswagen do Brasil.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Coração Alado foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 11 de agosto de 1980 e 14 de março de 1981.
Escrita por
Janete Clair e dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan, foi apresentada em 185 capítulos.Trama
Juca Pitanga (
Tarcísio Meira) é um artista plástico pernambucano, que deixa sua terra natal e vem para o Rio de Janeiro em busca de maior visibilidade para sua carreira. No Rio, ele se envolve com Catucha (Débora Duarte), filha do respeitável marchand Alberto Karany (Walmor Chagas), e Vivian (Vera Fischer), uma mulher simples e sofrida. Apesar do amor que sente por Vivian, Juca se casa com Catucha, pensando que ela o ajudaria a crescer profissionalmente. Porém, o artista termina seu relacionamento com Catucha para acompanhar o exílio, no México, do seu irmão Gabriel (Carlos Vereza), um perseguido político pela ditadura militar. Juca e Catucha se reencontram anos depois, com a decretação da lei da anista no Brasil.
Uma das tramas em destaque na história é a investigação da morte de Silvana Karany (Bárbara Fanzio), ex-mulher de Alberto e mãe de Catucha. Ela desaparece num misterioso acidente de carro. Os principais suspeitos são Alberto Karany e Juca Pitanga. A própria Catucha acusa Juca pelo assassinato de Silvana.
Na história, a personagem Maria-Faz-Favor (
Aracy Balabanian) conquistou a simpatia dos telespectadores. Maria era uma mulher batalhadora e trabalhava como trocadora de ônibus. Ela era apaixonada pelo mau-cárater barão Von Strauss (Jardel Filho). Ele era um massagista que sonhava em se tornar colunista social e tentava se dar bem em todas as situações. Von Strauss fingia ser um barão e enganava Maria-Faz-Favor, enquanto se envolvia com mulheres da alta sociedade.
Outro personagem em destaque na novela foi Leandro Serrano (
Ney Latorraca), um executivo, que roubou algumas obras de Juca Pitanga. Na tramas, Leandro violenta a personagem Vivian, protagonizando uma das cenas mais fortes da novela.
Janete Clair inseriu algumas novidades na narrativa. No início da trama, os personagens se apresetavam em off aos telespectadores ou faziam comentários uns sobre os outros. A autora tentava evitar, na trama, ações e diálogos longos para explicar as situações.
Janete Clair teve vários problemas com a censura e com a aceitação de algumas histórias pelo público. O personagem Alberto Karany Jr. (
Mário Cardoso) era diabético e precisava tomar insulina diariamente. A TV Globo recebeu centenas de reclamações dos telespectadores, muitos pais de crianças com diabete. O personagem passou, então, a dispensar a medicação. Porém, a Associação de Diabetes Juvenil realizou uma série de protestos, mostrando que a novela era uma oportunidade de informar a população sobre a doença. A autora decidiu voltar à história original do personagem no capítulo 101.
A novela foi a primeira a apresentar cenas de estupro e de masturbação, com a personagem Catucha, o que agravou ainda mais os problemas da autora com a censura e com o público.

Elenco
Tarcísio Meira - Juca (João Carlos) Pitanga
Vera Fischer - Vívian Moreira
Débora Duarte - Camila Karany (Catucha)
Walmor Chagas - Alberto Karany
Jardel Filho - Barão Von Strauss
Aracy Balabanian - Maria Faz Favor
Ney Latorraca - Leandro Serrano
Mário Cardoso - Alberto Karany Jr.
Joana Fomm - Melissa Moreira Serrano
Carlos Vereza - Gabriel Pitanga
Nívea Maria - Roberta Karany
Carlos Augusto Strazzer - Piero Camerino
Tarcísio Filho - Carlinhos
Myriam Rios - Alexandra Karany (Xandinha)
Bárbara Fazio - Silvana Karany
Tetê Medina - Crystal
Armando Bogus - Gamela
Simone Carvalho - Aldeneide Pitanga
Eva Todor - Hortência Alencar
Leonardo Villar - França
Maria Zilda Bethlem - Glorinha
Jonas Mello - Rômulo Pitanga
Yara Salles - Dalva Pitanga
Paulo Figueiredo - Anselmo Pitanga
Sônia Clara - Luciana Ravel
Roberto Faissal - Cacau Durães
Milton Moraes - Ângelo Salvat
Yolanda Cardoso - Nina
Lisa Vieira - Yeda
Marcelo Picchi - Cláudio
Rejane Marques - Bartira
Cissa Guimarães - Carla
Otávio Augusto - Fábio
Diogo Vilela - Gerson
Lajar Muzuris - Joel
Heloísa Helena - Luzia
Chica Xavier - Carmem
Fernando José - Ronaldo Torres
Sérgio Fonta - Helinho
Maria Helena Velasco - Elza
Monique Lafond - Danúbia
Tony Ferreira - Jaime
Jacyra Silva - Léa
Clementino Kelé - José
Oberdan Júnior - Marcelinho
Germano Filho - padre
Lafayette Galvão - delegado
Lícia Magna
Luís Orioni - Sandoval
Daniel Rezende - Eduardo
Dirceu Rabello - Sebastião
Dudu Machado - Osmar
Cidinha Milan - Teresa
Eliana Bastos Araújo - Brigite
Carlos Wilson - Mexicano
Izabella Bicalho - Márcia
Haylton Faria

Curiosidades sobre esta novela da Globo:
-Primeira telenovela começada após o fim da
Rede Tupi. A Rede Globo aproveitou o fim de sua principal concorrente na época para pegar seu espólio artístico, que era riquíssimo.
-Coração Alado apresentava uma das maiores discrepâncias em créditos de abertura até hoje: o nome de
Vera Fischer, protagonista da história, era grafado em oitavo lugar, enquanto o de Aracy Balabanian que, a despeito de seu desempenho estupendo, não poderia ser considerada protagonista, estava escrito juntamente com o de Tarcísio Meira.
A personagem Catucha seria vivida pela atriz
Maria Cláudia. A direção preferiu entregar para Débora Duarte. Maria Cláudia foi para Plumas e Paetês.
-Alexandra seria vivida pela atriz
Maitê Proença. Mas, devido a um acidente, a atriz, que já havia gravado algumas cenas, foi substituída por Myriam Rios. Maitê estrearia em novelas da emissora meses depois, como uma das protagonistas da telenovela As Três Marias.
-A cena de estupro, protagonizada por Leandro, personagem de
Ney Latorraca contra Vívian de Vera Fischer, foi considerada um escândalo para época. Matéria de vários jornais e revistas, demorou a ser engolida pelo inconsciente coletivo.
-A telenovela foi a primeira e única a mostrar uma cena de
masturbação, através da personagem Catucha. O episódio foi bastante polêmico, comprando briga com a censura. As fitas desse capítulo misteriosamente sumiram, nem há cópia do script do capítulo.
-O nome da telenovela vem da
canção escolhida para ser seu tema de abertura, Noturno, interpretada por Fagner. No refrão, a letra diz "Ah… Coração alado…". Por isso, foi descartado o nome inicial da trama: Vernissage.
-Foi a primeira telenovela de
Tarcísio Filho, Cissa Guimarães e Diogo Vilela.
-Essa telenovela teve, na
trilha sonora, a canção de Djavan Meu bem querer que, 17 anos depois, integraria a trilha sonora de outra telenovela, A Indomada (1997), e, no ano seguinte, seria o tema de abertura de Meu Bem Querer.
-A trilha sonora nacional foi remasterizada e lançada em CD em
2001, pela Som Livre.
Simone Carvalho fez de sua personagem Aldeneide, um grande sucesso. Tanto, que estampou a capa da revista Playboy, de novembro de 1980. Bem, como Monique Lafond, que estampou a capa da revista Playboy, de abril de 1981, graças à sua personagem, Danúbia.
Todas as obras de arte de Juca Pitanga eram de autoria do artista carioca
Holoassy Lins de Albuquerque, que foi contratado pela direção da novela para prestar também consultoria de costumes e orientar Tarcísio Meira nas cenas em que Juca Pitanga encenava a criação de obras de arte em seu atelier.

Irmãos Coragem foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 8 de junho de 1970 e 12 de junho de 1971, às 20 horas. Foi escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho e Milton Gonçalves, e contou com 328 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco.Sinopse
Em Coroado, uma vila do interior goiano, em meio à luta dos irmãos Coragem - João, Duda e Jerônimo -, a injustiça maior recai sobre o mais velho, João, que tem roubado seu diamante, achado no garimpo. Mas a história tinha outros focos de interesse: o sofrido amor entre Jerônimo e sua irmã de criação, a índia Potira; os dramas psicológicos de Maria de Lara, com três personalidades (Lara, de comportamento reprimido, Diana, de temperamento esfuziante, e Márcia, um paralelo entre as duas). Um caso de amor nasce entre João e Lara, tumultuado pelo distúrbio mental dela e por sua subserviência ao pai, o temido coronel Pedro Barros, senhor absoluto de Coroado e do seu irmão Ricardo.
Elenco
Tarcísio Meira - João Coragem
Claudio Marzo - Duda (Eduardo Coragem)
Claudio Cavalcanti - Jerônimo Coragem
Glória Menezes - Maria de Lara/Diana/Márcia
Regina Duarte - Ritinha (Rita de Cássia)
Zilka Salaberry - Sinhana
Gilberto Martinho - Coronel Pedro Barros
Glauce Rocha - Estela
Lúcia Alves - Potira
José Augusto Branco - Promotor público Rodrigo César
Emiliano Queiroz - Juca Cipó
Miriam Pires - Dalva
Carlos Eduardo Dolabella - Delegado Diogo Falcão
Neuza Amaral - Branca
Hemílcio Fróes - Lourenço/Bianchini
Myriam Pérsia - Paula
Leda Lúcia - Margarida
Milton Gonçalves - Braz Canoeiro
Suzana Faini - Cema
Maria Esmeralda - Jurema
Ênio Santos - Dr. Maciel
Ana Ariel - Domingas
Macedo Neto - Padre Bento
Renato Master - Dr. Rafael
Sônia Braga - Lídia
Paulo Araújo - Hernani
Dorinha Duval - Carmem Valéria
Francisco Dantas - Dr. Paulo
Dary Reis - Lázaro
Estelita Bell - Regina
Lourdinha Bittencourt - Manuela
Ivan Cândido - Delegado Gérson de Castro
Ângela Leal - Yolanda
Monah Delacy - Deolinda
Jacyra Silva - Beatriz
Zeny Pereira - Virgínia
Francisco Milani - Promotor público
Moacyr Deriquém - Jarbas
Ivan de Almeida - Antônio
Isaac Bardavid - Dr. Humberto
Yara Amaral - Tula
Felipe Wagner - Siqueira
Antonio Victor - Sebastião Coragem
Sônia Clara - Glória
Clementino Kelé - Jesuíno
Navarro de Andrade - homem do grupo de João Coragem
Irmãos Coragem é tida como a primeira novela que os homens assumiram que assistiam. Uma união de faroeste, futebol (com o país embalado pela Copa do México) e romance que resultou numa das mais importantes produções da Rede Globo e da TV brasileira.
Nessa versão, dos atores que faziam os irmãos, dois tinham o nome de Cláudio: Marzo (Duda) e Cavalcanti (Jerônimo). No remake de 1995, eram dois Marcos: Palmeira (João) e Winter (Duda).
Cláudio Marzo e Regina Duarte tiveram o desfecho de seu casal, Duda e Ritinha, antecipado para que pudessem sair da novela e começar as gravações de Minha Doce Namorada, que foi ar às 19h.
A cidade cenográfica que representava a fictícia Coroado foi construída no local onde hoje se localiza o Barra Shopping, no Rio de Janeiro.
Irmãos Coragem teve uma longa sobrevida após seu término: foi lançada em forma de folhetim, em fascículos, nas bancas de jornal. Virou radionovela, transmitida pela Rádio Federal. Teve uma versão mexicana, Los Hermanos Coraje (em 1972), e uma versão argentina, Mi Nombre Es Coraje (em 1988). E voltou às bancas de jornal num fascículo único.
Irmãos Coragem foi reapresentada em três ocasiões pela emissora: em 1980, num compacto que integrou o Festival 15 Anos; no mesmo ano voltaria a ser reapresentada, dentro do TV Mulher, pelas manhãs; e em 1990, no Festival 25 Anos, compactada em 20 capítulos.
Diferentemente do que é citado por algumas fontes, essa não foi a estréia da atriz Sônia Braga na televisão. Ela já tinha aparecido na série As aventuras de Eduardinho e na novela A menina do veleiro azul da TV Excelsior.
É a segunda telenovela mais longa produzida pela Rede Globo até hoje, com 328 capítulos. O primeiro lugar é de A Grande Mentira, exibida um ano antes.
O tema musical usado como vinheta da telenovela foi trilha sonora do filme O dia da ira (Giorni dell'ira, I - 1967), Western Spaghetti estrelado por Giuliano Gemma e Lee Van Cleef.
A abertura de Irmãos Coragem que a Rede Globo disponibiliza em seu site Memória Globo, composta por desenhos e com quase um minuto de duração, não é a mesma de 1970; a abertura original durava aproximadamente dois minutos, e apresentava cenas dos irmãos andando a cavalo.
A novela teve um remake em 1995, atualizado por Dias Gomes, Marcílio Moraes e Margareth Boury, fazendo parte das comemorações dos 30 anos da Rede Globo, com Marcos Palmeira, Marcos Winter e Ilya São Paulo vivendo os irmãos do título. Mas dessa vez não houve sucesso.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010


Sol de Verão foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 11 de outubro de 1982 e 19 de março de 1983. Foi escrita por Manoel Carlos e dirigida por Roberto Talma, Jorge Fernando e Guel Arraes e contou com 137 capítulos.
Infelizmente, a novela terminou antes do previsto por causa da morte do ator
Jardel Filho, protagonista e grande amigo do autor Manoel Carlos. O autor revelou em entrevistas que Sol de Verão é uma das novelas preferidas dele. Curiosamente, uma das poucas onde o nome "Helena", característica comum em suas novelas, não aparece.

Sinopse
A telenovela relata o
dilema de Rachel, uma mulher que acaba de sair de um casamento infeliz com Virgílio. Rumo ao Rio de Janeiro, ao lado da mãe e da filha, ela acaba por se envolver com Heitor, um mecânico boêmio e bonachão que nunca havia vivido um compromisso sério. Paralelo a isso, está o surdo-mudo Abel, que, em busca de sua mãe, emprega-se na oficina de Heitor.

Elenco
Em ordem de abertura
Tony Ramos - Abel
Irene Ravache - Rachel
Paulo Figueiredo - Horácio
Beatriz Segall - Laura
Cecil Thiré - Virgílio
Isabel Ribeiro - Flora
Mário Gomes - Miguel
Débora Bloch - Clara
Yara Amaral - Sofia
Carlos Kroeber - Hilário
Carla Camurati - Olívia
Helber Rangel - Germano
Beatriz Lyra - Irene
Tânia Scher - Lola
Miguel Falabella - Romeu
Camila Amado - Noêmia
Ísis de Oliveira - Beatriz
Márcia Rodrigues - Geni
Edson Silva - Gaspar
Maria Helena Pader - Irmã Luzia
Duse Nacaratti - Madalena
Thereza Mascarenhas - Zezé
Maria Alves - Matilde
As crianças
Oberdan Junior - Rogério
Monique Curi - Glorinha
Participação especial
Gianfrancesco Guarnieri - Caetano
Ator convidado
Nelson Xavier - Zito
Jardel Filho como Heitor
E ainda
Ivan Mesquita - Gilberto
Mônica Torres - Mônica
Gésio Amadeu - Pedrinho
Alcione Mazzeo

Exibida entre 11 de outubro de 1982 e 19 de março de 1983 em 137 capítulos.
Sol de Verão tinha uma abertura colorida, carioca e bronzeada, como sugeria o nome da novela, ao som da música Tô que Tô de
Simone.
As trilhas nacional e internacional eram excelentes com grandes hits dos anos 80 como Você não Soube me Amar com
Blitz, Tempos Modernos de Lulu Santos, Coisas de Casal do grupo Rádio Táxi, Baby I Need Your Lovin' de Carl Carlton, Save a Prayer de Duran Duran e Hard to Say I'm Sorry do grupo Chicago, além das dançantes I Don't Wanna Dance de Eddy Grant e Situation de Yazoo.
Os créditos da abertura exibiam erradamente Miguel Falabela como Miguel FAIABELLA, e apresentava o nome do protagonista, Jardel Filho, nos momentos finais onde-se lia: como Heitor Jardel Filho. Os primeiros nomes da abertura eram de Irene Ravache e Tony Ramos.
Primeira novela de
Miguel Falabella e primeira novela de Irene Ravache na Globo.
A química entre
Jardel Filho e Irene Ravache foi perfeita, o que garantiu mais audiência à novela.
Sensível trabalho de
Tony Ramos como Abel, o surdo-mudo.
Destaque também para a cenografia da novela que construiu em alvenaria, em plena cidade do
Rio de Janeiro, todos os ambientes necessários às gravações das cenas externas. A produção construiu no bairro do Flamengo o conjunto composto pelo sobrado de Heitor Jardel Filho, o prédio onde mora Rachel Irene Ravache e um terreno baldio.
Belo trabalho também da atriz
Isabel Ribeiro.
A personagem Beatriz, inicialmente, foi destinada à atriz
Maitê Proença. Com a recusa da atriz, Beatriz, que teria um romance com Abel, teve seu importância reduzida e ficou com Isis de Oliveira. Coube à personagem Olívia, interpretada por Carla Camurati, a outra comissária da dupla feminina, formar o triângulo amoroso com Abel e Clara. Carla teve sua personagem mais valorizada.
A morte de
Jardel Filho, em 20 de fevereiro de 1983, um domingo, no meio da novela abalou a todos: autor, elenco e produção. O autor Manoel Carlos, amigo íntimo do ator não conseguiu mais escrever os capítulos e foi substituído por Lauro César Muniz e Gianfrancesco Guarnieri precipitando, assim, o término da novela. Antes, porém, a Globo cogitou tirar a novela do ar sem desfecho. Pesquisas feitas com o público mostraram que os telespectadores queriam que a história tivesse um fim. A morte de Jardel ocorreu próxima à produção do capítulo 120 da novela.
A conclusão da novela foi tumultuada. Os textos chegavam em cima da hora e as cenas eram gravadas pouco antes de serem exibidas.
Carla Camuratti fez de sua personagem Olívia, um grande sucesso. Tanto, que estampou a capa da revista Playboy, de julho de 1982. Bem, como Ísis de Oliveira, com sua personagem Beatriz, que estampou a capa, no aniversário de 8 anos da revista, em agosto de 1983.
Como Sol de Verão teve seu término antecipado, a
Globo não tinha a novela substituta pronta. Foi reapresentada então a novela O Casarão, em forma compacta, de 18 capítulos, entre 21 de março e 9 de abril de 1983.
Louco Amor, a substituta oficial, estrearia somente 3 semanas depois, em 11 de abril de 1983.

domingo, 18 de julho de 2010

Sassaricando é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 19 horas entre 9 de novembro de 1987 a 11 de junho de 1988, apresentada em 185 capítulos.Tendo como tema a participação das mulheres no mercado de trabalho, foi escrita por Sílvio de Abreu com direção de Cecil Thiré, Lucas Bueno e Miguel Falabella e direção geral de Cecil Thiré.

Curiosidades