sábado, 14 de abril de 2012

Minha Doce Namorada



Minha Doce Namorada foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo, entre 1971 e 1972. Foi escrita por Vicente Sesso e dirigida por Régis Cardoso e Fernando Torres, e contou com 242 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco e a 9ª "novela das sete" exibida pela emissora.

Trama
O romance entre Patrícia, uma órfã que vivia num parque de diversões ambulante, e Renato, um jovem rico e estudante, é a história central de Minha Doce Namorada. Os dois se conhecem durante uma viagem de Renato a Ouro Preto, em Minas Gerais.
O namoro entre Patrícia e Renato é incentivado pelo empresário seu Pepe, tio-avô do rapaz, e por Tia Miquita, que vende maçãs do amor no parque de diversões. Mas o casal precisa enfrentar a raiva de Verinha, noiva de Renato, e as maldades de César Leão e Sarita, os três vilões da trama.

Elenco
Regina Duarte
Cláudio Marzo
Célia Biar
Mário Lago
Mário Lago
Maria Cláudia
Sadi Cabral
Vanda Lacerda
Yara Cortes
Juan Daniel
Dorinha Duval
Marcos Paulo
Suzana Vieira
Paulo Gonçalves
Carmem Silva
Jardel Mello
Léa Garcia
Elza Gomes
Alberto Perez
Maria Cristina Nunes
Reynaldo Gonzaga
Norah Fontes
Roberto Pirillo
Renata Fronzi
Patrícia Bueno
Germano Filho
Elizabeth Gasper
Altair Lima
Heloísa Helena
Íris Bruzzi
Nelson Dantas
Suzana Gonçalves
Francisco Dantas
Carminha Brandão
Nélson Caruso
Os primeiros capítulos de Minha Doce Namorada foram gravados em Ouro Preto. Porém, seria muito dispendioso fazer todas as gravações da novela no local. Então, o autor Vicente Sesso optou por centrar o encontro do par romântico no parque de diversões, que oportunamente seria transferido para o Rio de Janeiro. As cenas foram gravadas num parque à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, na cidade do Rio de Janeiro.
Minha Doce Namorada fez o maior sucesso e consagrou Regina Duarte como a “namoradinha do Brasil”. O título foi dado à atriz pelos personagens doces e ingênuos que interpretou desde sua estréia na TV Globo.
Regina e Cláudio tiveram de sair de Irmãos Coragem antes do seu final, para começarem a gravar Minha Doce Namorada, que foi um grande sucesso do horário nos anos 70.
Assim como a personagem Patrícia, interpretada por Regina Duarte, fez grande sucesso, Seu Pepê (Sadi Cabral), Tia Miquita(Célia Biar) e o vilão fanho César Leão(Mário Lago) que caíram no gosto do público.
As irmãs Suzana Vieira e Suzana Gonçalves contracenaram juntas na novela.
Reapresentada entre 17 de maio e 25 de outubro de 1973 no Vale a Pena Ver de Novo, em 130 capítulos.
Em 2009 o SBT adquiriu o texto desta novela, junto com o texto de Uma Rosa com Amor também de Vicente Sesso.

Que Rei Sou Eu?





Que Rei Sou Eu? foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 19 horas, entre 13 de fevereiro e 16 de setembro de 1989.

Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes e Luís Carlos Fusco e dirigida por Jorge Fernando, Lucas Bueno e Mário Márcio Bandarra, tendo sido apresentada em 185 capítulos.

Será reapresentada pelo Canal Viva, a partir de 7 de maio, substituindo a novela Roque santeiro.



Enredo
O ano é 1786, três anos antes da Revolução Francesa. Após a morte do rei Petrus II, o trono do reino de Avilan é assumido pela rainha Valentine, uma histérica que não estava preparada para o governo. No entanto, em seu testamento, o falecido rei revela haver deixado um filho bastardo, que teve com a camponesa Maria Fromet, e seria o herdeiro do trono.

A rainha Valentine é dominada pelos conselheiros reais: Crespy Aubriet, Gaston Marny, Bidet Lambert, Gerárd Laugier e Vanolli Berval, que com seu jogo de cintura comandam completamente a rainha. O único conselheiro honesto de Avilan é Bergeron Bouchet, que sofre com o assédio de Valentine. Ele é casado com a bela Madeleine, a única mulher do reino que sabe escrever, e tem ideais feministas. Madeleine é objeto do desejo de Ravengar, o bruxo da corte.

Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais coroam o mendigo Pichot rei, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II. A armação é obra do misterioso Ravengar, o feiticeiro. Porém, há uma conspiração entre a classe pobre de Avilan, que busca derrubar o governo para instituir uma sociedade menos opressiva, já que o reino é corroído pela corrupção de seus governantes e injustiças sociais. Dentre eles está Loulou Lion, a dona de uma taberna que sabe a verdade sobre o filho do rei; e Corcoran, o bobo da corte, que é um rebelde infiltrado no palácio.

Mas o líder da revolução é Jean Piérre, que, ao descobrir que é o filho bastardo do rei, passa a lutar pela coroa que lhe pertence. Todavia, não só de heroísmo sobrevive Jean Piérre. Sua luta é entremeada por duas mulheres apaixonadas: a jovem Aline, e Suzanne, a bela esposa do conselheiro Vanolli Berval, que disputam o seu amor.
Elenco
Edson Celulari
Natália do Vale
Giulia Gam
Antônio Abujamra

Tereza Rachel

Stênio Garcia
Ítala Nandi

John Herbert

Vera Holtz
Edney Giovenazzi
Mila Moreira

Carlos Augusto Strazzer
Oswaldo Loureiro
Yolanda Cardoso
Laerte Morrone
Cinira Camargo
Carlos Kroeber
Cristina Prochaska
Marcelo Picchi
Cláudia Abreu
Guilherme Leme
Tato Gabus Mendes
Ísis de Oliveira
Carla Daniel
Paulo César Grande
Marcos Breda


Aracy Balabanian
Jorge Dória
Zilka Salaberry
Marieta Severo
Daniel Filho
entre outros...

Participações

Betty Gofman - Princesa Ingrid

Dercy Gonçalves - Baronesa Lenilda Eknésia
Eva Wilma - Marquesa D'Anjou
Luís Gustavo - Charles Müller
Paulo César Pereio - soldado
Jorge Fernando - guarda do palácio
Roberto Dinamite - Bobby

Chico Anysio - Taji Namas
Ítalo Rossi - Marquês de Castilha
Catalina Bonaki - Baronesa de La Rochelle
Francisco Dantas - Barão de La Rochelle
Milton Gonçalves - barão
Monique Lafond - marquesa
Tonico Pereira - guarda do palácio
Emiliano Queiroz - La Roche
Older Cazarré - marquês
Paulo César Grande na capa da trilha da novela

Coração Alado-1980/81


Coração Alado foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 11 de agosto de 1980 e 14 de março de 1981.
Escrita por Janete Clair e dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan, foi apresentada em 185 capítulos.Trama
Juca Pitanga (Tarcísio Meira) é um artista plástico pernambucano, que deixa sua terra natal e vem para o Rio de Janeiro em busca de maior visibilidade para sua carreira. No Rio, ele se envolve com Catucha (Débora Duarte), filha do respeitável marchand Alberto Karany (Walmor Chagas), e Vivian (Vera Fischer), uma mulher simples e sofrida. Apesar do amor que sente por Vivian, Juca se casa com Catucha, pensando que ela o ajudaria a crescer profissionalmente. Porém, o artista termina seu relacionamento com Catucha para acompanhar o exílio, no México, do seu irmão Gabriel (Carlos Vereza), um perseguido político pela ditadura militar. Juca e Catucha se reencontram anos depois, com a decretação da lei da anista no Brasil.
Uma das tramas em destaque na história é a investigação da morte de Silvana Karany (Bárbara Fanzio), ex-mulher de Alberto e mãe de Catucha. Ela desaparece num misterioso acidente de carro. Os principais suspeitos são Alberto Karany e Juca Pitanga. A própria Catucha acusa Juca pelo assassinato de Silvana.
Na história, a personagem Maria-Faz-Favor (Aracy Balabanian) conquistou a simpatia dos telespectadores. Maria era uma mulher batalhadora e trabalhava como trocadora de ônibus. Ela era apaixonada pelo mau-cárater barão Von Strauss (Jardel Filho). Ele era um massagista que sonhava em se tornar colunista social e tentava se dar bem em todas as situações. Von Strauss fingia ser um barão e enganava Maria-Faz-Favor, enquanto se envolvia com mulheres da alta sociedade.
Outro personagem em destaque na novela foi Leandro Serrano (Ney Latorraca), um executivo, que roubou algumas obras de Juca Pitanga. Na tramas, Leandro violenta a personagem Vivian, protagonizando uma das cenas mais fortes da novela.
Janete Clair inseriu algumas novidades na narrativa. No início da trama, os personagens se apresetavam em off aos telespectadores ou faziam comentários uns sobre os outros. A autora tentava evitar, na trama, ações e diálogos longos para explicar as situações.
Janete Clair teve vários problemas com a censura e com a aceitação de algumas histórias pelo público. O personagem Alberto Karany Jr. (Mário Cardoso) era diabético e precisava tomar insulina diariamente. A TV Globo recebeu centenas de reclamações dos telespectadores, muitos pais de crianças com diabete. O personagem passou, então, a dispensar a medicação. Porém, a Associação de Diabetes Juvenil realizou uma série de protestos, mostrando que a novela era uma oportunidade de informar a população sobre a doença. A autora decidiu voltar à história original do personagem no capítulo 101.
A novela foi a primeira a apresentar cenas de estupro e de masturbação, com a personagem Catucha, o que agravou ainda mais os problemas da autora com a censura e com o público.

Elenco
Tarcísio Meira - Juca (João Carlos) Pitanga
Vera Fischer - Vívian Moreira
Débora Duarte - Camila Karany (Catucha)
Walmor Chagas - Alberto Karany
Jardel Filho - Barão Von Strauss
Aracy Balabanian - Maria Faz Favor
Ney Latorraca - Leandro Serrano
Mário Cardoso - Alberto Karany Jr.
Joana Fomm - Melissa Moreira Serrano
Carlos Vereza - Gabriel Pitanga
Nívea Maria - Roberta Karany
Carlos Augusto Strazzer - Piero Camerino
Tarcísio Filho - Carlinhos
Myriam Rios - Alexandra Karany (Xandinha)
Bárbara Fazio - Silvana Karany
Tetê Medina - Crystal
Armando Bogus - Gamela
Simone Carvalho - Aldeneide Pitanga
Eva Todor - Hortência Alencar
Leonardo Villar - França
Maria Zilda Bethlem - Glorinha
Jonas Mello - Rômulo Pitanga
Yara Salles - Dalva Pitanga
Paulo Figueiredo - Anselmo Pitanga
Sônia Clara - Luciana Ravel
Roberto Faissal - Cacau Durães
Milton Moraes - Ângelo Salvat
Yolanda Cardoso - Nina
Lisa Vieira - Yeda
Marcelo Picchi - Cláudio
Rejane Marques - Bartira
Cissa Guimarães - Carla
Otávio Augusto - Fábio
Diogo Vilela - Gerson
Lajar Muzuris - Joel
Heloísa Helena - Luzia
Chica Xavier - Carmem
Fernando José - Ronaldo Torres
Sérgio Fonta - Helinho
Maria Helena Velasco - Elza
Monique Lafond - Danúbia
Tony Ferreira - Jaime
Jacyra Silva - Léa
Clementino Kelé - José
Oberdan Júnior - Marcelinho
Germano Filho - padre
Lafayette Galvão - delegado
Lícia Magna
Luís Orioni - Sandoval
Daniel Rezende - Eduardo
Dirceu Rabello - Sebastião
Dudu Machado - Osmar
Cidinha Milan - Teresa
Eliana Bastos Araújo - Brigite
Carlos Wilson - Mexicano
Izabella Bicalho - Márcia
Haylton Faria

Curiosidades sobre esta novela da Globo:
-Primeira telenovela começada após o fim da Rede Tupi. A Rede Globo aproveitou o fim de sua principal concorrente na época para pegar seu espólio artístico, que era riquíssimo.
-Coração Alado apresentava uma das maiores discrepâncias em créditos de abertura até hoje: o nome de Vera Fischer, protagonista da história, era grafado em oitavo lugar, enquanto o de Aracy Balabanian que, a despeito de seu desempenho estupendo, não poderia ser considerada protagonista, estava escrito juntamente com o de Tarcísio Meira.
A personagem Catucha seria vivida pela atriz Maria Cláudia. A direção preferiu entregar para Débora Duarte. Maria Cláudia foi para Plumas e Paetês.
-Alexandra seria vivida pela atriz Maitê Proença. Mas, devido a um acidente, a atriz, que já havia gravado algumas cenas, foi substituída por Myriam Rios. Maitê estrearia em novelas da emissora meses depois, como uma das protagonistas da telenovela As Três Marias.
-A cena de estupro, protagonizada por Leandro, personagem de Ney Latorraca contra Vívian de Vera Fischer, foi considerada um escândalo para época. Matéria de vários jornais e revistas, demorou a ser engolida pelo inconsciente coletivo.
-A telenovela foi a primeira e única a mostrar uma cena de masturbação, através da personagem Catucha. O episódio foi bastante polêmico, comprando briga com a censura. As fitas desse capítulo misteriosamente sumiram, nem há cópia do script do capítulo.
-O nome da telenovela vem da canção escolhida para ser seu tema de abertura, Noturno, interpretada por Fagner. No refrão, a letra diz "Ah… Coração alado…". Por isso, foi descartado o nome inicial da trama: Vernissage.
-Foi a primeira telenovela de Tarcísio Filho, Cissa Guimarães e Diogo Vilela.
-Essa telenovela teve, na trilha sonora, a canção de Djavan Meu bem querer que, 17 anos depois, integraria a trilha sonora de outra telenovela, A Indomada (1997), e, no ano seguinte, seria o tema de abertura de Meu Bem Querer.
-A trilha sonora nacional foi remasterizada e lançada em CD em 2001, pela Som Livre.
Simone Carvalho fez de sua personagem Aldeneide, um grande sucesso. Tanto, que estampou a capa da revista Playboy, de novembro de 1980. Bem, como Monique Lafond, que estampou a capa da revista Playboy, de abril de 1981, graças à sua personagem, Danúbia.
Todas as obras de arte de Juca Pitanga eram de autoria do artista carioca Holoassy Lins de Albuquerque, que foi contratado pela direção da novela para prestar também consultoria de costumes e orientar Tarcísio Meira nas cenas em que Juca Pitanga encenava a criação de obras de arte em seu atelier.

quarta-feira, 4 de abril de 2012


Assim na Terra Como no Céu é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de julho de 1970 a março de 1971, no horário das 22h. Escrita por Dias Gomes e dirigida por Walter Campos. Foi produzida em preto-e-branco.


Trama

Na Ipanema de 1970, o padre Vitor Mariano abandona a batina para se casar com a jovem Nívea, mas ela é misteriosamente assassinada. Ele volta a usar a batina mas ao tentar desvendar o mistério conhece Helô, filha de um milionário, e se apaixona por ela. Mais uma vez ele abandona a batina em nome da felicidade.



Elenco

Francisco Cuoco - Vítor
Dina Sfat - Heloísa (Helô)
Renata Sorrah - Nívea
Mário Lago - Oliveira Ramos
Jardel Filho - Renatão
Paulo José - Samuca
Carlos Vereza - Ricardinho
Maria Cláudia - Suzy
Ary Fontoura - Rodolfo Augusto
Heloísa Helena - Danuza
Arlete Salles - Jurema

Djenane Machado - Verinha
Herval Rossano - Otto
Ivan Cândido - Araken
Henriqueta Brieba - Tia Coió
João Paulo Adour - Marcos
Lajar Muzuris - Konstantopulus
Lídia Mattos - Miss July
Maria Luiza Castelli - Eliza
Osmar Prado - Mariozinho
Paulo Gonçalves - Leopoldo
Sandra Bréa - Babi
Estelita Bell - Consuelo
Theo De Faria - Bicho
Suzana Moraes - Joana
Urbano Lóes - Delegado Fontoura
Sérgio de Oliveira - Advogado
Ruth de Souza - Isabel
Paulo Padilha - Emiliano
Maria Pompeu - Marisa
Antero de Oliveira - Maõzinha
Fernando José - Gouveia
Juan Daniel - Dom José
Léa Garcia - Vespertina
Adalberto Silva - Zé Gregório
Vanda Lacerda - Marieta
Vera Brahim - Maria Regina
Alex André - Dom Eliseu
Agnes Fontoura - Adelaide
Carlinhos Oliveira - Lauro


Trilha sonora

Mon Ami - José Roberto (tema de Vítor Mariano) (Abertura)
Assim na Terra Como no Céu - Tim Maia
Quem Viu Helô? - Claudette Soares (tema de Helô)
Tema de Suzi - Umas & Outras
Tomara - Maria Creuza (tema de Joana)
Amiga - Claudette Soares e Ivan Lins (tema de Vitor e Heló)
Sei Lá - A Tribo (Tema de Maria Lúcia)
Quarentão Simpático - Umas & Outras (tema de Renatão)
Tema de Zorra - Orquestra CBD
Tema Verde - Denise Emmer (tema de Nivea)
Que Sonhos São Meus? - Milton Santana (tema de Jurema)
Trem Noturno - Umas & Outras (tema de Samuca)
Assim na Terra Como no Céu - Roberto Menescal(instrumental) (tema do Padre Vitor)
Inicialmente, a novela seria exibida no horário das 20h, devido a seu tema polêmico. Esteve prevista para substituir O Ébrio, em 1966, porém foi substituída por O Rei dos Ciganos. Em 1969, foi novamente cotada para ir ao ar às 20h, sucedendo a Rosa Rebelde, mas em vez disso, o vice-presidente das Organizações Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, suspendeu a produção da novela, pois alegou que queria acabar com os excessos dramáticos no horário. Em seu lugar, foi exibida a novela Véu de Noiva, que, mesmo assim, se consagrou como um dramalhão, que remetia ao sucesso de "O Ébrio"; novelas "das oito", cujo foco principal são temas polêmicos mais realistas.
A novela reprisou no vale a pena ver de novo de 5 de Julho a 5 de Novembro de 1973, em 90 capítulos. Na Globo Portugal, a novela teve reprise a 6 de Setembro de 1990 a 19 de Março de 1991, em 168 capítulos.
Assim na Terra Como no Céu foi o primeiro trabalho do ator Francisco Cuoco na Rede Globo, vindo dos sucessos de Redenção e Sangue do meu Sangue, ambas na extinta TV Excelsior.
O diretor de televisão Régis Cardoso narra em seu livro No Princípio Era o Som que o autor apresentou a história à emissora, mas sem um título. Depois de muito tempo pensando, os altos diretores da estação resolveram rezar uma oração do Pai Nosso, para ver se achavam uma luz. Ao ouvir o verso "Assim na terra como no céu", Borjalo disse que o título seria esse.
O sucesso dos personagens de Jardel Filho e Paulo José foi tão grande que o público se ligou mais neles que no drama do personagem principal.

A atriz Renata Sorrah estreava também nas novelas e fez tanto sucesso que o público
queria que sua personagem Nívea ressuscitasse na história.
A versão do tema de abertura apresentada na televisão não consta da trilha sonora lançada comercialmente, mas de outro disco com temas de novelas.
Assim na Terra como no Céu mostrou o primeiro personagem homossexual da televisão brasileira: o cabeleireiro Rodolfo Augusto, interpretado por Ary Fontoura.

domingo, 8 de janeiro de 2012


À Sombra dos Laranjais é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 18 horas de 07 de fevereiro a 23 de maio de 1977, contou com 91 capítulos. Foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e Sylvan Paezzo, adaptando a peça teatral homônima de Viriato Correia, e dirigida por Herval Rossano e Milton Gonçalves.


Trama
A trama começa com a volta de Pedro à cidade de Laranjais, de onde saíra havia 28 anos, deixando a noiva, Madalena. Depois de tanto tempo, Pedro havia se tornando um advogado importante, cujo sucesso Madalena acompanhava de longe, sempre à sua espera e alheia às diferenças políticas entre suas famílias: os Lemos, na figura do prefeito Perácio Lemos, irmão de Pedro, e os Caldas, representantes da oposição, liderados por Marta Caldas, irmã de Madalena.

Marta é uma mulher amarga e inconformada com o irmão Tomé, que não quis seguir a carreira política do pai falecido. Longe de Laranjais, Pedro havia se casado, tido um filho e ficado viúvo, mas continuava prometendo casamento a todas as mulheres com as quais se envolvia. De volta à sua terra, encontra a família em campanha política e a antiga noiva, ainda apaixonada. A história de amor entre os dois é o fio condutor de toda a novela.

Além disso, retrata-se na trama a forte ligação entre os habitantes de Laranjais e os artistas de um circo que se instala na pequena cidade.
Elenco
Ary Fontoura
Herval Rossano
Aracy Cardoso
Castro Gonzaga
Beatriz Lyra
Marcelo Picchi
Maria Pompeu
Patrícia Bueno


Ísis Koschdoski
Paulo Gonçalves
Tamara Taxman
Marília Barbosa
Lauro Góes
Lídia Brondi
Wellington Botelho
Sílvia Salgado
entre outros...

sábado, 3 de dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

FAMÍLIA ROBINSON -grandes séres da tv


Uma família suíça é vítima de um naufrágio e vai para em uma ilha quase desabitada. Lá encontram um outro náufrago, um marinheiro de nome Jeremias que havia chegado à ilha há alguns meses antes. Os Robinsons constroem uma casa nas árvores e têem uma vida relativamente confortável, enquanto Jeremias insiste em morar perto da praia, em uma cabana improvisada. Tudo parece calmo e sereno mas muitas aventuras perigososas irão acontecer.
Elenco

Martin Milner,
Cameron Mitchell,
Pat Delaney,
Michael Wixted,
John Vernon,
Eric Olsen,
Willie Ames,
Helen Hunt.

Diretor : Harry Harris
Roteirista : Ken Trevey
Episódios

01. A Família Robinson - episódio piloto
02. O Cilcone
03. O Gavião
04. Navio de Guerra
05. O Fosso
06. Tiki
07. A Montanha
08. O Sobrinho de Netuno
09. Navio de Escravos
10. Macacos
11. O Capitão
12. O Natal de Ernie
13. Os Fugitivos
14. O Tesouro
15. O Cão
16. Os Renegados
17. O Sino
18. Jean Lafitte - parte 1
19. Jean Lafitte - parte 2
20. A Cirurgia
21. Demônios



A série foi criada em 1975 e teve 21 episódios gravados. No Brasil, a Família Robinson foi apresentada pela TV Globo, nas tardes de sábado, nos anos 80.

fonte:Mofolândia

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Selva de Pedra - 1972 /1973


Selva de Pedra foi uma telenovela brasileira produzida em preto e branco e exibida pela Rede Globo entre 12 de abril de 1972 e 23 de janeiro de 1973. Foi escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho, Milton Gonçalves, Walter Avancini e Reynaldo Boury, com supervisão de Daniel Filho. Teve 243 capítulos.

Trama
Numa cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, a jovem artista plástica Simone Marques é testemunha da briga entre Cristiano Vilhena, filho de um pobre pregador evangélico, e o playboy Gastão Neves, morto no incidente. Sabendo que Cristiano é inocente, Simone acoberta o rapaz, por quem acaba se apaixonando. Receoso de seu destino, Cristiano vai embora para a Cidade do Rio de Janeiro, à época pertencente ao Estado da Guanabara, trabalhar no estaleiro do tio rico, Aristides Vilhena, e Simone vai com ele vislumbrando um melhor futuro para a sua carreira artística. Os dois se casam e vão morar na Pensão Palácio, de propriedade da alegre Fanny, onde conhecem o malandro Miro, uma figura de caráter duvidoso.

Em contato com o universo do tio, Cristiano se vê envolvido com a charmosa Fernanda, uma das acionistas do estaleiro, e a noiva do seu primo Caio. Dividido entre a vida simples ao lado de Simone, e o poder e o dinheiro com Fernanda, Cristiano se deixa levar pelas artimanhas de Miro, que lhe propõe o fim de seu relacionamento com Simone, nem que isto tenha que custar a vida da moça. Fernanda, completamente apaixonada por Cristiano, deixa Caio para se casar com ele enquanto Miro planeja a morte de Simone, viabilizando assim o casamento de Cristiano, o que o tornaria um dos principais acionistas do estaleiro. Ao ser perseguida por Miro numa auto-estrada, Simone sofre um acidente e é dada como morta, enquanto Cristiano, sentindo-se responsável pela morte de sua mulher, não consegue se casar com Fernanda, abandonando-a no altar.

Humilhada, Fernanda enlouquece e jura vingança contra Cristiano, atrapalhando-o em seus negócios no estaleiro. Simone, que sobreviveu ao acidente, faz uma viagem e retorna assumindo a identidade da irmã falecida, Rosana Reis, reconhecida como uma artista famosa. Numa festa, Cristiano reconhece em Rosana como sua mulher, mas ela o repudia, responsabilizando-o pelo acidente. E agora, que ele será julgado pela morte de Gastão, Simone/Rosana é a única pessoa que poderá inocentá-lo.
Elenco
Francisco Cuoco - Cristiano Vilhena
Regina Duarte - Simone Marques/Rosana Reis
Dina Sfat - Fernanda
Carlos Eduardo Dolabella - Caio
Célia Coutinho - Cíntia
Carlos Vereza - Miro
Arnaldo Weiss - Chico
Mário Lago - Sebastião Vilhena
Ana Ariel - Berenice Vilhena
Gilberto Martinho - Aristides Vilhena
Arlete Salles - Laura Vilhena
Edney Giovenazzi - Jorge Moreno
Neuza Amaral - Walkíria Moreno
Sônia Braga - Flávia Moreno
João Paulo Adour - Guido
Heloísa Helena - Fanny
Álvaro Aguiar - Mestre Pedro
Emiliano Queiroz - Marcelo
Hildegard Angel - Beatriz
Rogério Fróes - Roger Martin
Lídia Mattos - Vivi
Suzana Faini - Olga
Dorinha Duval - Diva
Ângela Leal - Joana/Jane
Roberto Bomfim - José
Germano Filho - Abudhi
Agnes Fontoura - Irene
Glória Pires - Fátima
Antônio Ganzarolli - Pipoca
José Steinberg - Isaac
Lícia Magna - Dona Maria Amélia
Tessy Callado - Zelinha
Ida Gomes - Madame Katsuki
Maria Cláudia - Kátia
Jorge Caldas - Gastão
Francisco Dantas - Neves
Jurema Penna - Sofia
Denise Emmer - Monique
Buza Ferraz - Junior
Eliano de Souza - Sérgio
Curiosidades
Dina Sfat viveu uma personagem inesquecível, a transtornada Fernanda.Em declarações aos veículos de comunicação da época, Dina chegou a desabafar dizendo que "Fernanda" exigiu dela até seus limites, em termos de tensão e desgaste físico. A atriz chegou a ser agredida nas ruas em função dos capítulos em que, no ápice da estória, a personagem Fernanda aprisiona Simone (Reina Duarte) em uma casa abandonada e quase a leva à morte.
Foi um dos maiores sucessos da Rede Globo nos anos 70. Sua audiência chegou a 100 pontos no capitulo 152 quando Simone, interpretada por Regina Duarte, é desmascarada.
A canção Rock and Roll Lullaby (tema de Simone e Cristiano), de B.J. Thomas, foi um grande sucesso. No remake da novela em 1986, a canção também teve uma nova versão e, novamente, foi um sucesso.
Luís Melo iria fazer o mesmo personagem na versão de Selva de Pedra de 1986.
Foi reapresentada em duas ocasiões. A Primeira, compactada em 75 capítulos, foi ao ar entre Agosto e Novembro de 1975, no lugar da então censurada Roque Santeiro. No tempo em que Selva de Pedra estava sendo reprisada, a Rede Globo encomendou uma trama à Janete Clair, que escreveu Pecado Capital, um de seus maiores sucessos. A segunda reprise se deu em 1980, como atração do Festival 15 anos, compactada em 1h30, apresentada por Francisco Cuoco.
Até hoje, nenhuma novela conseguiu marcar 100 pontos além de Selva de Pedra e de Roque Santeiro.

O Grito


O Grito - Novela de Jorge Andrade (Rede Globo)
“O Grito”, de Jorge Andrade, foi exibida pela Rede Globo em 1975, às 22h. Na direção dos 125 capítulos estiveram Walter Avancini, Roberto Talma e Gonzaga Blota.
A novela do autor passava-se em uma semana. Começava numa sexta-feira e acabava no outro domingo. Só que nessa semana, aconteciam 120 capítulos.O horário da 22 horas, por ser mais tarde, conseguia abordar temas mais adultos que jamais seriam permitidos pela censura nas novelas do horario nobre. A audiência dessas novelas tambem era bem menor, mas enquanto as dos horários mais cedo atraiam a classe B para baixo, as das 22 horas atraiam as classes B e A, compensando a quantidade de audiência com a qualidade dessa. Esse publico com maior poder aquisitivo e um nivel de educação mais alto, permitiram novelas mais inteligentes e experimentais, fazendo desse horario mais um sucesso financeiro para a emissora e criando grandes clássicos da história da telenovela. A novela O Grito vinha com essa proposta, de continuar com com o alto nivel de produção e sucesso de critica desse horario.
Jorge Andrade, Yara Cortes, Tony Ferreira, Françoise Forton e Rubens de Falco
O autor era Jorge Andrade, autor de sucesso do treato, que escrevia seu segundo trabalho para a televisão, sua primeira novela fora Os Ossos do Barão (1974), um outro grande sucesso desse horario. E apesar do alto nivel da produção e da perfeição do texto, a novela não foi bem aceita pela critica e pelo publico. A novela se centrava na vida de vários moradores de um predio na cidade de São Paulo, que se mobilizavam para expulsar uma moradora cujo filho doente gritava toda a noite. Poluição, falta de privacidade, isolamento, preconceitos, indiferença, eram os temas refletidos nas vidas dos moradores desse predio.
O Grito seguia a beleza e encanto que fora a novela anterior, Gabriela, e o contraste com a angustia e pessimismo de O Grito afugentou o publico. A atriz Gloria Menezes atuava separada do marido, Tarciso Meira, pela primeira vez em muitos anos, e deu um show de interpretação vivendo a sofrida Marta, a mãe do menino cujos gritos incomodavam os moradores do predio. Para viver Marta, Gloria Menezes se apresentou com os cabelos curtos, quase sem maquiagem, longe do glamour associado a atriz até então.A trama retrata a vida em uma grande metrópole e as neuroses e angústias do homem moderno, a partir dos conflitos entre os habitantes de um edifício de São Paulo. Localizado no centro da cidade, em um terreno que no passado abrigava a mansão de uma família de paulistas quatrocentões, o Edifício Paraíso, de onze andares, foi projetado para ser um exemplo de requinte e sofisticação acessível apenas à elite: dois apartamentos por andar e piscina na cobertura.
Porém, durante sua construção, foi inaugurado o Elevado Costa e Silva, o famigerado “Minhocão”, viaduto que ultrapassava a altura dos dois primeiros andares do prédio.
Para atenuar os prejuízos da desvalorização do imóvel, Edgard (Leonardo Villar), o proprietário, determinou que a planta original fosse alterada e os andares inferiores, divididos em apartamentos de quarto-e-sala. Assim, na cobertura, havia um amplo e luxuoso duplex ocupado por Edgard e sua esposa Mafalda (Maria Fernanda); abaixo deles, apartamentos de três quartos do 9º ao 3º andar, e 12 pequenos apartamentos nos dois andares inferiores, muitos alugados, outros vazios.
Como resultado, o edifício se tornou uma espécie de pirâmide social, em que os ricos ocupam a posição superior e outros moradores, com situações financeiras entre modestas e precárias, se distribuem ao longo do prédio.
O relacionamento entre os habitantes de classes sociais estanques no mesmo prédio era limitado. Os moradores do Edifício Paraíso tinham em comum apenas sua cota de dramas pessoais e o total desinteresse em se relacionar com o próximo.
Entre outros habitantes do prédio, estavam o antropólogo Gilberto (Walmor Chagas) e sua mulher, a pintora Lúcia (Isabel Ribeiro); o síndico Otávio (Edson França), um homem preconceituoso e intolerante; a atriz decadente Débora (Teresa Rachel); Carmem (Yara Cortes), uma viúva religiosa e severa; a estudante de comunicação Marina (Françoise Fourton) e seu namorado, Rogério (João Paulo Adour); a prostituta Kátia (Yoná Magalhães), uma das sobreviventes do incêndio que destruiu o edifício Joelma, em 1974.Ainda morava no prédio o Agenor (Rubens de Falco), um jovem bancário que tenta esconder dos seus pais, Branca (Ida Gomes) e Sebastião (Castro Gonzaga), a sua homossexualidade. No livro “Um internacional ator brasileiro – Rubens de Falco”, da Colação Aplauso, o ator comentou seu personagem: “O meu personagem era um diretor do Banco do Brasil. Passou a ser funcionário, porque diretor do BB não pode ser dúbio (naquela época, pelo menos, não podia), e ele era castrado, tanto pela mãe que o protegia muito, quanto pelo pai que achava que ele não era homem. Durante a semana, era um homem normal, mas, toda sexta-feira, saía pela Av. Ipiranga com a São João, vestido de uma maneira muito estranha, para ‘ver’ as pessoas. Era mais um voyeur do que qualquer outra coisa. Quando voltava para casa, se trancava no quarto e o quarto era uma jaula de leão e ele ficava andando de um lado para o outro com um leão enjaulado, tamanho era o desespero de não conseguir dar um sentido à sua vida. Acabava sempre no telefone, falando com o CVV; só aí ele se acalmava.”
Tinha também a ex-freira Marta (Glória Menezes), mãe de Paulinho (Marcos Andreas), um menino de 11 anos, deficiente mental.
O garoto se tornou o pivô do conflito que movimentava a trama. Ele emitia gritos angustiados durante a madrugada, tão alto que era ouvido por todos os vizinhos. O grito do garoto obrigava os moradores a deixar de se ocupar apenas com seus problemas pessoais para tomar consciência da dor alheia, o que incomodava muitos deles.
Então, um grupo decidiu se organizar para expulsar a mãe e o filho do prédio. Estabelece-se então uma tensão entre eles e os poucos moradores que se colocaram ao lado de Marta e Paulinho. Marta resistia bravamente à pressão dos vizinhos e a cada reunião do condomínio ganhava mais aliados.
Em certo momento da trama, o interceptador do prédio desapareceu misteriosamente. Como o aparelho permitia que as ligações telefônicas fossem monitoradas, se instalou um clima de paranóia e desconfiança por parte de todos.
Vários moradores acabaram por denunciar pequenos delitos e desvios uns aos outros. Os dramas de cada um forão se tornando cada vez mais visíveis.
Nos capítulos finais da novela, Estela (Lídia Brondi), filha de Edgard e Mafalda, foi seqüestrada, e Paulinho adoeceu gravemente. Esses dois fatos, somados ao roubo do interceptador, contribuíram para que os vizinhos se unissem cada vez mais e passassem a ser mais tolerantes entre si.A trama retratava a rotina dos moradores do Edifício Paraíso, que eram incomodados pela obras do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, em São Paulo, e pelos gritos de Paulinho (Marcos Andreas Harder), o filho doente de Marta (Glória Menezez).O detetive Sérgio (Ney Latorraca), policial encarregado do seqüestro de Estela, desvendou o crime graças ao auxílio do ladrão do interceptador. Este lhe entregou o aparelho e relatou uma conversa que ouviu entre os seqüestradores e Edgard. Assim, Sérgio resgatava Estela e matava o seqüestrador. O detetive, no entanto, se recusou a revelar para os moradores do prédio o nome do ladrão do interceptador.No capítulo final da novela, numa reunião entre todos os condôminos, durante a qual vários personagens assumem a autoria do roubo do interceptador, por diferentes razões. Marta diz que roubou o aparelho para levar os vizinhos a pensar que agora alguém ouvia todos os “gritos” deles, tão incômodos quanto os do filho dela.
Gilberto diz que queria ajudar Marta e ter a chance de estudar, como antropólogo, o comportamento dos vizinhos. Otávio diz que queria impedir que o prédio ficasse desvalorizado com a polêmica em torno de Marta e Paulinho e por isso cometeu o roubo, para depois incriminar a vizinha. De todos os presentes na reunião, apenas Sérgio sabe a real identidade do ladrão, mas ele decidiu encerrar o inquérito sem processá-lo argumentando que ele acabou prestando um grande serviço a todos ao ajudar a resgatar a filha de Edgard.No meio da reunião, Marta foi avisada que Paulinho morrera durante o sono. Todos os moradores se uniram para providenciar o velório e a cremação do menino. Durante a cerimônia, cada um deles relembrou a própria infância e se arrependeu dos seus atos.
Marta decide espalhar as cinzas do filho por todos os bairros em que viveu e foi expulsa durante os anos. Na cena final, ela sobrevoa São Paulo de helicóptero, atirando punhados de cinzas sobre a cidade. Gritos idênticos aos de Paulinho foram ouvidos enquanto a câmera passeava por sobre os prédios.
Na tela, surgiam as palavras: “E a semente vai germinar, brotar, crescer, florescer e dar frutos”.
Curiosidades:
- O grito gerou reações extremas e muita controvérsia. Os moradores de um edifício em Ipanema, no Rio, aparentemente se deixaram influenciar pela novela e tentaram expulsar uma criança excepcional, ato que revoltou o autor Jorge Andrade. Também houve quem achasse que a novela era uma crítica direta à cidade de São Paulo. No Congresso Nacional, o então deputado federal Aurélio Campos chegou a se pronunciar contra o que chamou de “distorção da imagem de São Paulo”. Como resposta, Jorge Andrade argumentou que a trama poderia ser ambientada em qualquer grande cidade do mundo, mas que São Paulo era um tema recorrente em sua obra. Para ele, a novela era uma reportagem que mostrava à faceta “dura, fechada, fria” da cidade.
- A atriz Elizabeth Savalla (Pilar) engravidou durante a novela, e conseguiu manter em segredo a gravidez sem prejuízo para o personagem.

- A novela foi o primeiro trabalho da atriz Lídia Brondi, ainda adolescente, na TV Globo.
- A trama discutia questões sociais como a desumanização do homem que habita grandes metrópoles e a discriminação dos deficientes mentais.
Porém, o realismo da trama, na época, acabou sendo incompreendido pelo público que acabou achando a obra muito violenta tamanha era o seu realismo. Mas poucas vezes uma telenovela teve um elenco como aquele.
Elenco: Antônio ganzarolli (Investigador), Carmem Alvarez, Carmem Monegal (Cleide), Castro Gonzaga (Sebastião), Chica Xavier (Lázara), Cosme dos Santos (Jairo), Edson França (Otávio), Elizabeth Savalla (Pillar), Eloísa Mafalda (Socorro), Ester Mellinger (Dolores), Flávio Migliaccio (Oswaldo), Françoise Forton (Marina), Glória Menezes (Marta), Guto Franco (Guilherme), Heloísa Raso (Arlete), Ida Gomes (Branca), Isabel Ribeiro (Lúcia), Jacira Silva (Nair), João Paulo Adour (Rogério), Lajar Muzuris, Leonardo Villar (Edgard), Lídia Brondi (Estela), Lourdes Mayer (Olímpia), Marcos Andréas (Paulinho), Marcos Paulo (Orlando), Maria das Graças (Jacira), Maria Fernanda (Mafalda), Midori tange (Midori), Míriam Fischer, Ney Latorraca (Sérgio), Otávio Augusto (Henrique), Paulo Gonçalves (Caio), Pepa Ruiz (Maria), Reginna Viana (Dorotéia), Reginaldo Vieira, Ricardo Garcia (Bento), Roberto Pirillo (Mário), Rubens de falco (Agenor), Ruth de Souza (Albertina), Sebastião Vasconcelos (Francisco), Suely Franco (Laís), Tereza Rachel (Débora), Tonico Pereira (Homem), Tony Ferreira (Grandalhão), Walmor Chagas (Gilberto), Yara Cortes (Carmem), Yoná Magalhães (Kátia), Ziembinski (Professor).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

músicas de Rita Lee nas novelas da Tv


Efeitos-em-Fotos


Novelas
A Próxima Atração (1970) - Sucesso, Aqui Vou Eu (Build Up)
Bravo! (1975) - Esse Tal de Roque Enrow e Agora Só Falta Você
O Grito (1976) - Lá Vou Eu
O Casarão (1976) - Coisas da Vida
O Astro (1977) - Ambição
Locomotivas (1977) - Locomotivas
Coquetel de Amor (Espelho Mágico) (1977) - Bandido Corazón (por Ney Matogrosso)
O Pulo do Gato (1978) - Eu e Meu Gato
Te Contei? (1978) - Te Contei? (por Sônia Burnier)
Dancin' Days (1978) - Agora é Moda
Marina (1980) - Doce Vida (por Marina Lima)
Malu Mulher (1979) - Mania de Você
Chega Mais (1980) - Chega Mais
Baila Comigo (1980) - Baila Comigo (por Robson Jorge e Lincoln Olivetti)
Brilhante (1981) - De Leve (por Lulu Santos)
Sétimo Sentido (1982) - Atlântida
Final Feliz (1982) - Flagra
Sol de verão (1983) - Coisas de Casal (por Rádio Táxi)
Louco Amor (1983) - Só de Você
Champagne (1983) - Raio X
Partido Alto (1984) - Bobos da Côrte
Ti Ti Ti (1985) - TiTiTi (por Metrô)
Um Sonho a Mais (1985) - Menino Bonito (por Wanderléa)
Sassaricando (1987) - Sassaricando
Brega e Chique (1987) - Pega Rapaz
Top Model (1989) - Independência e Vida
Lua Cheia de Amor (1990) - La Miranda
Mico Preto (1990) - Dias Melhores Virão
Meu Bem, Meu Mal (1990) - Esse Tal de Roque Enrow (por Roupa Nova)
Despedida de Solteiro (1992) - O Que Você Quer (por Roberto de Carvalho)
Fera Ferida (1993) - Mon Amour
Mulheres de Areia (1993) - Ovelha Negra (por Os Fantasmas
Sonho Meu (1993) - Ando Meio Desligado (por Roupa Nova)
74,5 Uma Onda no Ar (1994)Tv Manchete - Agora Só Falta Você
A Próxima Vítima (1995) - Vítima
História de Amor (1995) - Alô, Alô Marciano (por Elis Regina)
Malhação (1996) - Caso Sério (por Netinho) e Perigosa (por Thalma)
Vira-Lata (1996) - Jardins da Babilônia (por Barão Vermelho)
O Fim do Mundo (1996) - Balada do Louco (por Arnaldo Baptista)
O Campeão (1996)Rede Bandeirantes - Top Top
Por Amor (1997) - Fora da Lei (por Ed Motta)
Zazá (1997) - Dona Doida
Corpo Dourado (1998) - O Que Você Quer
Era Uma Vez (1998) - Dançar Pra Não Dançar (por Biquini Cavadão)
Pecado Capital (Remake) (1998) - O Gosto do Azedo
Laços de Família (2000) - Baby (com Os Mutantes)
Uga Uga (2000) - Vira Lata de Raça (por Ney Matogrosso)
Um Anjo Caiu do Céu (2001) - Erva Venenosa, Colombina (por Ed Motta) e Ando Meio Desigada (por Pato Fu)
As Filhas da Mãe (2002) - Pra Você Eu Digo Sim (If I Fell)
Desejos de Mulher (2002) - Minha Vida (In My Life) e Mutante (por Daniela Mercury)
Agora é Que São Elas (2003) - Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar (Here, There, Everywhere)
Senhora do Destino (2004) - Tudo Vira Bosta
Como Uma Onda (2004) - Pra Você Eu Digo Sim (If I Fell) por Cídia e Dan)
Celebridade (2004) - Amor e Sexo
Cobras & Lagartos (2004) - Alô, Alô Marciano (por Elis Regina) e Erva Venenosa
Malhação (2007) - Tatuagem (por Marjorie Estiano)
Malhação (2009) - Saúde (por Paula Toller)
Caras & Bocas (2009) - Cecy Bom (C'est Si Bon)
Escrito nas Estrelas (2010) - Erva Venenosa
Ti Ti Ti (2010) - TiTiTi(Rita Lee versão 2010) e Agora é Moda (por Biquini Cavadão)
Araguaia (2010) - Jardins da Babilônia (por ''Kid Abelha'')
Rebelde-Tv Record (2011) - Desculpe o Auê (por ''Luiza Possi'')

Supermanoela


Efeitos-em-Fotos

Supermanoela foi uma telenovela brasileira, exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo, de 21 de janeiro a 2 de julho de 1974. Foi escrita por Walter Negrão e produzida em preto-e-branco. Contou com 138 capítulos.
Elenco
Marília Pera - Manuela
Paulo José - Marcelo
Carlos Vereza - Solano
Antônio Pedro - Chicão
Fausto Rocha - Gabriel
Carlos Alberto Riccelli - Ribamar
Zilka Salaberry - Carolina
Suzana Gonçalves - Regina
Carmem Monegal - Sílvia
Lúcia Alves - Rachel
Roberto Pirillo - Paulo
Gracindo Júnior - Mário
Rubens de Falco - Diógenes
Daisy Lucidy - Maria Elvira
Sérgio Britto - Jorge

sexta-feira, 22 de abril de 2011


O Homem que Deve Morrer foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre junho de 1971 e abril de 1972, às 20 horas. Foi escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho e Milton Gonçalves, tendo contado com 258 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco.
Trama
Na cidade de Porto Azul, em Santa Catarina, há trinta e um anos, uma misteriosa luz envolveu Orjana e seu pai adotivo, o professor Valdez. Os dois desmaiaram e só voltaram a si no dia seguinte. Na mesma noite, três crianças sonharam com uma estranha luz que vinha do céu. Sonhou também um pescador, mestre Jonas. Dois meses depois da estranha noite, Orjana apareceu grávida. Bárbara teve confirmadas suas suspeitas de que o marido a traía com a filha adotiva do casal, e houve quem afirmasse que Ricardo, o namorado de Orjana, era o pai da criança. Nasceu um menino, que recebeu o nome de Cyro.

Anos depois, o dr. Cyro Valdez, depois de passar um tempo no exterior (sendo diretor geral de um grande hospital), voltou a Porto Azul para operar o comendador Liberato, e com a intenção de ajudar os mais humildes. Mestre Jonas, o pescador que sonhara na misteriosa noite, faz-se seguidor fiel de Cyro, que todos passaram a considerar um santo, por sua grande competência ao clinicar e por ser o menino da tal história. A trajetória de Cyro em Porto Azul se intensificou quando salvou a vida de Otto Frederico von Müller, o diretor da mineradora da região. Cyro removeu o coração de um jovem negro, Pedrão, e transplantou-o em Otto, que assim conseguiu sobreviver. O grande problema é que Otto, um vilão ao estilo nazista, é preconceituoso, intolerante e pérfido, e, em vez de ficar agradecido a Cyro por este lhe ter salvo a vida, passa a odiá-lo, e mais ainda ao descobrir o amor do médico por sua ex-esposa, Ester. Daí em diante, as vilanias de Otto e do advogado da mineradora, dr. Paulus - eternamente apaixonado por Ester -, passam a ser o grande obstáculo para que Cyro possa cumprir sua missão. Para os maus de Porto Azul, Cyro é um estorvo que precisa ser eliminado, é o homem que deve morrer.

Contou também a história de Vanda Vidal, uma mulher que sonhava com a felicidade, sonhava em ser uma atriz de renome, e do casamento conturbado entre Inês, filha de mestre Jonas e Rosa, e Baby Liberato, filho do comendador, um rapaz talhado para ser um homem mau, mas que, para frustração do comendador, torna-se um homem de bem, honesto e justo, além das tramas envolvendo as três crianças que sonharam na estranha noite com o não menos estranho acontecimento: André, Lia e Lucas Pé-na-Cova.

Elenco
Tarcísio Meira - Cyro Valdez
Glória Menezes - Ester
Jardel Filho - Otto Frederico von Müller
Cláudio Cavalcanti - Baby Liberato
Dina Sfat - Vanda Vidal
Paulo José - André
Gilberto Martinho - Mestre Jonas
Betty Faria - Inês
Edney Giovenazzi - Ricardo
Emiliano Queiroz - Dr. Paulus
Arlete Salles - Lia
Zilka Salaberry - Bárbara
Ênio Santos - Professor Valdez
Neuza Amaral - Orjana
Lídia Mattos - Catarina
Macedo Neto - Comendador Liberato
Ida Gomes - Júlia
Carlos Eduardo Dolabella - Cesário
Lúcia Alves - Tula
Paulo Araújo - Daniel
Ana Ariel - Rosa
Suzana Faini - Sônia
Antonio Pitanga - Lucas Pé-na-Cova
Léa Garcia - Luana
Ruth de Souza - Das Dores
Ivan Cândido - Godoy
Arnaldo Weiss - Professor Zacarias
Tânia Scher - Beth
Valdir Onofre - Pedrão
Zeny Pereira - Conceição
Dary Reis - Valter Coice-de-Mula
Míriam Pires - Carolina
Fernando José - Almeida
Lícia Magna - Clara
Ângela Leal - Ângela
Monah Delacy - Cândida
Francisco Serrano - Dr. Gustavo
Paulo César Pereio - Dr. Roberto
Vinícius Salvatori - Delegado
Jorge Cherques - Werner Von Müller
Curiosidades
Depois de um ano de sucesso em Irmãos Coragem, Tarcísio e Glória voltavam a atuar juntos nessa história mística. A figura de Cyro Valdez, segundo a autora, deveria sugerir a alegoria da vida de Jesus em sua passagem pela Terra. O tema foi considerado impróprio e acabou totalmente censurado. Janete alterou a história, com Cyro incorporando um médico comum. Mesmo assim, a história do homem que "andava por caminhos que nunca foram abertos", como explicava a letra de uma das canções da trilha sonora, foi um sucesso.
A Rede Globo jamais reapresentou a novela. É provável que as fitas com os capítulos de O Homem que Deve Morrer tenham se perdido no incêndio na emissora em 1976.
Janete Clair queria Dina Sfat no elenco da novela, mesmo a atriz estando grávida de sua segunda filha. Dina gravou por um mês, deu à luz a filha e voltou no final da novela.
Um dos destaques da história foi a inclusão de um transplante de coração, cirurgia realizada pela primeira vez no Brasil em 1968, pelo dr. Euríclides de Jesus Zerbini.
Trilha sonora:
Menina do Mato - Marcos Samy
Porto do Sol - Vanda e Guto
Solto no Mar - Sociedade Anônima
Um de Nós - Maria Creuza
Zambi Rei - Odylon
Navegador - Marcos Samy
O Homem Que Deve Morrer - Nonato Buzar e Coral (tema de abertura)
Wanda Vidal - Orquestra Som Livre (tema de Wanda Vidal)
Come To Me Together - Octávio Bonfá
Um Certo Dia - Ilka Soares
A Lei da Terra - Luis Carlos
What Greater Gift Could There Be - Guilherme Lamounier
Guerreiro - Jorge Nery
O Mesmo Sol - Tarcísio Filho e Glória Menezes



Bravo! foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo entre junho de 1975 e janeiro de 1976, contou com 197 capítulos. Foi escrita por Janete Clair e Gilberto Braga e dirigida por Reynaldo Boury e Fábio Sabag. O nome se refere a profissão do protagonista, que era um grande maestro. Foi produzida em preto-e-branco.
Trama
O maestro Clóvis di Lorenzo vive um romance com Cristina, tumultuado pelos problemas causados por sua filha Lia e pela cunhada Fabiana, que cultiva a imagem de Branca, a falecida esposa de Clóvis.
Elenco
Carlos Alberto - Clóvis di Lorenzo
Aracy Balabanian - Cristina
Bete Mendes - Lia
Neuza Amaral - Fabiana
Cláudio Cavalcanti - Maurício
Carlos Eduardo Dolabella - Edu Ribas
Arlete Salles - Myrian Serpa
Marcelo Picchi - Rick
Grande Otelo - Malaquias
Ítalo Rossi - Paes Duarte
José Augusto Branco - Rudy
Daisy Lucidy
Heloísa Helena - Eugênia
Luís de Lima - Nelson Bávaro
Reynaldo Gonzaga - Jorge
Bibi Vogel - Alice
Lupe Gigliotti - Dalva
Brandão Filho - Santiago
Lícia Magna - Marta
Norma Blum - Elvira
Monique Lafond
Suzy Arruda
Trilha sonora
Nacional
"Esse Tal de Roque Enrow" - Rita Lee
"Sempre Cantando" - Moraes Moreira
"O Amor Contra o Tempo" - Denise Emmer
"Balada" - Luigi Paolo
"Um Resto de Sol" - Gerson Conrad e Zezé Motta
"Bravo!" - Orquestra Som Livre
"Inteira" - Luli e Lucinha
"Agora Só Falta Você" - Rita Lee
"Nosotros" - Joyce
"Montanhês" - Denise Emmer
"Dentro de Mim Mora Um Anjo" - Sueli Costa
"Valsa Branca" - Orquestra Som Livre
"Piccadilly Rock" - Eduardo Dusek
Internacional / Clássica
História de 3 Amores (Rhapsody On A Theme Of Paganini - 18th Variation) - Rachmaninoff
Adágio da Sonata ao Luar - Beethoven
Terceira Sinfonia Em Fá Maior (3° Movimento) - Brahms
Minueto N° 9 - Paderewsky
Noturno Em Mi Bemol Maior (Opus 9 N° 2) - Chopin
Concerto Para Piano Em Si Bemol Menor - Tchaikovsky
Ária (Da Suíte em Ré Maior) - Bach
Valsa das Flores - Tchaikovsky
Pomp And Circumstance - Elgar
Canto do Cisne Negro - Villa-Lobos
Curiosidades
Bravo! foi assumida por Gilberto Braga porque a autora Janete Clair começou a escrever, às pressas, Pecado Capital, para substituir a versão censurada de Roque Santeiro.
Foi a única novela de Janete Clair no horário das sete.
Janete clair, foi responsável pelo argumento da novela "Jogo da Vida" de Silvio de Abreu exibida no horário das 19 horas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Em 18 de novembro de 1959, JK inaugurava a fábrica

A inauguração aconteceu em 18 de novembro de 1959. A cerimônia contou com a presença do então Presidente da República Juscelino Kubitscheck. Junto com Friedrich Wilhelm Schultz-Wenk, presidente da Volkswagen na época, JK passeou pela unidade a bordo de um Fusca Conversível. A foto é um dos marcos da então recém criada indústria automobilística nacional.

A escolha da cidade de São Bernardo do Campo foi estratégica, por ficar próxima ao Porto de Santos, de onde viria todo o maquinário, e São Paulo, maior mercado consumidor e onde a Volks já montava carros desde 1953 em um galpão no bairro do Ipiranga. A construção da primeira fábrica da marca fora da Alemanha demorou três anos.Nestas cinco décadas, a unidade passou por mudanças e incorporou novas tecnologias. Desde os anos 1960, modelos totalmente nacionais, como a Brasília, SP2 e Família Gol, foram desenvolvidos por lá. Nela, começaram os primeiros testes de impacto (crash-tests), em 1971, bem como introdução da injeção eletrônica (Gol GTI), dos freios com sistema ABS (Santana GLS) e da tecnologia Total Flex (Gol 1.6).

"Ao longo dos anos, a primeira unidade industrial tem sido continuamente modernizada e renovada, posicionando-se entre as mais versáteis, produtivas e flexíveis do Grupo Volkswagen no mundo", afirma o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall.

Hoje, são 12,5 mil colaboradores em 3 turnos produzindo diariamente 1.300 veículos de 9 modelos diferentes: Novo Gol, Nova Saveiro, Polo, Polo Sedan, Gol G4, Parati e Kombi. Em seus 50 anos, a unidade produziu 22 modelos entre eles o Fusca, o Passat, o Santana e os “brasileiros” Brasília e SP2.
A Kombi é fabricada até hoje são 5 décadas desde sua primeira unidade produzida no Brasil em 1959 é a menina dos olhos da Volkswagen do Brasil.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Coração Alado foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 11 de agosto de 1980 e 14 de março de 1981.
Escrita por
Janete Clair e dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan, foi apresentada em 185 capítulos.Trama
Juca Pitanga (
Tarcísio Meira) é um artista plástico pernambucano, que deixa sua terra natal e vem para o Rio de Janeiro em busca de maior visibilidade para sua carreira. No Rio, ele se envolve com Catucha (Débora Duarte), filha do respeitável marchand Alberto Karany (Walmor Chagas), e Vivian (Vera Fischer), uma mulher simples e sofrida. Apesar do amor que sente por Vivian, Juca se casa com Catucha, pensando que ela o ajudaria a crescer profissionalmente. Porém, o artista termina seu relacionamento com Catucha para acompanhar o exílio, no México, do seu irmão Gabriel (Carlos Vereza), um perseguido político pela ditadura militar. Juca e Catucha se reencontram anos depois, com a decretação da lei da anista no Brasil.
Uma das tramas em destaque na história é a investigação da morte de Silvana Karany (Bárbara Fanzio), ex-mulher de Alberto e mãe de Catucha. Ela desaparece num misterioso acidente de carro. Os principais suspeitos são Alberto Karany e Juca Pitanga. A própria Catucha acusa Juca pelo assassinato de Silvana.
Na história, a personagem Maria-Faz-Favor (
Aracy Balabanian) conquistou a simpatia dos telespectadores. Maria era uma mulher batalhadora e trabalhava como trocadora de ônibus. Ela era apaixonada pelo mau-cárater barão Von Strauss (Jardel Filho). Ele era um massagista que sonhava em se tornar colunista social e tentava se dar bem em todas as situações. Von Strauss fingia ser um barão e enganava Maria-Faz-Favor, enquanto se envolvia com mulheres da alta sociedade.
Outro personagem em destaque na novela foi Leandro Serrano (
Ney Latorraca), um executivo, que roubou algumas obras de Juca Pitanga. Na tramas, Leandro violenta a personagem Vivian, protagonizando uma das cenas mais fortes da novela.
Janete Clair inseriu algumas novidades na narrativa. No início da trama, os personagens se apresetavam em off aos telespectadores ou faziam comentários uns sobre os outros. A autora tentava evitar, na trama, ações e diálogos longos para explicar as situações.
Janete Clair teve vários problemas com a censura e com a aceitação de algumas histórias pelo público. O personagem Alberto Karany Jr. (
Mário Cardoso) era diabético e precisava tomar insulina diariamente. A TV Globo recebeu centenas de reclamações dos telespectadores, muitos pais de crianças com diabete. O personagem passou, então, a dispensar a medicação. Porém, a Associação de Diabetes Juvenil realizou uma série de protestos, mostrando que a novela era uma oportunidade de informar a população sobre a doença. A autora decidiu voltar à história original do personagem no capítulo 101.
A novela foi a primeira a apresentar cenas de estupro e de masturbação, com a personagem Catucha, o que agravou ainda mais os problemas da autora com a censura e com o público.

Elenco
Tarcísio Meira - Juca (João Carlos) Pitanga
Vera Fischer - Vívian Moreira
Débora Duarte - Camila Karany (Catucha)
Walmor Chagas - Alberto Karany
Jardel Filho - Barão Von Strauss
Aracy Balabanian - Maria Faz Favor
Ney Latorraca - Leandro Serrano
Mário Cardoso - Alberto Karany Jr.
Joana Fomm - Melissa Moreira Serrano
Carlos Vereza - Gabriel Pitanga
Nívea Maria - Roberta Karany
Carlos Augusto Strazzer - Piero Camerino
Tarcísio Filho - Carlinhos
Myriam Rios - Alexandra Karany (Xandinha)
Bárbara Fazio - Silvana Karany
Tetê Medina - Crystal
Armando Bogus - Gamela
Simone Carvalho - Aldeneide Pitanga
Eva Todor - Hortência Alencar
Leonardo Villar - França
Maria Zilda Bethlem - Glorinha
Jonas Mello - Rômulo Pitanga
Yara Salles - Dalva Pitanga
Paulo Figueiredo - Anselmo Pitanga
Sônia Clara - Luciana Ravel
Roberto Faissal - Cacau Durães
Milton Moraes - Ângelo Salvat
Yolanda Cardoso - Nina
Lisa Vieira - Yeda
Marcelo Picchi - Cláudio
Rejane Marques - Bartira
Cissa Guimarães - Carla
Otávio Augusto - Fábio
Diogo Vilela - Gerson
Lajar Muzuris - Joel
Heloísa Helena - Luzia
Chica Xavier - Carmem
Fernando José - Ronaldo Torres
Sérgio Fonta - Helinho
Maria Helena Velasco - Elza
Monique Lafond - Danúbia
Tony Ferreira - Jaime
Jacyra Silva - Léa
Clementino Kelé - José
Oberdan Júnior - Marcelinho
Germano Filho - padre
Lafayette Galvão - delegado
Lícia Magna
Luís Orioni - Sandoval
Daniel Rezende - Eduardo
Dirceu Rabello - Sebastião
Dudu Machado - Osmar
Cidinha Milan - Teresa
Eliana Bastos Araújo - Brigite
Carlos Wilson - Mexicano
Izabella Bicalho - Márcia
Haylton Faria

Curiosidades sobre esta novela da Globo:
-Primeira telenovela começada após o fim da
Rede Tupi. A Rede Globo aproveitou o fim de sua principal concorrente na época para pegar seu espólio artístico, que era riquíssimo.
-Coração Alado apresentava uma das maiores discrepâncias em créditos de abertura até hoje: o nome de
Vera Fischer, protagonista da história, era grafado em oitavo lugar, enquanto o de Aracy Balabanian que, a despeito de seu desempenho estupendo, não poderia ser considerada protagonista, estava escrito juntamente com o de Tarcísio Meira.
A personagem Catucha seria vivida pela atriz
Maria Cláudia. A direção preferiu entregar para Débora Duarte. Maria Cláudia foi para Plumas e Paetês.
-Alexandra seria vivida pela atriz
Maitê Proença. Mas, devido a um acidente, a atriz, que já havia gravado algumas cenas, foi substituída por Myriam Rios. Maitê estrearia em novelas da emissora meses depois, como uma das protagonistas da telenovela As Três Marias.
-A cena de estupro, protagonizada por Leandro, personagem de
Ney Latorraca contra Vívian de Vera Fischer, foi considerada um escândalo para época. Matéria de vários jornais e revistas, demorou a ser engolida pelo inconsciente coletivo.
-A telenovela foi a primeira e única a mostrar uma cena de
masturbação, através da personagem Catucha. O episódio foi bastante polêmico, comprando briga com a censura. As fitas desse capítulo misteriosamente sumiram, nem há cópia do script do capítulo.
-O nome da telenovela vem da
canção escolhida para ser seu tema de abertura, Noturno, interpretada por Fagner. No refrão, a letra diz "Ah… Coração alado…". Por isso, foi descartado o nome inicial da trama: Vernissage.
-Foi a primeira telenovela de
Tarcísio Filho, Cissa Guimarães e Diogo Vilela.
-Essa telenovela teve, na
trilha sonora, a canção de Djavan Meu bem querer que, 17 anos depois, integraria a trilha sonora de outra telenovela, A Indomada (1997), e, no ano seguinte, seria o tema de abertura de Meu Bem Querer.
-A trilha sonora nacional foi remasterizada e lançada em CD em
2001, pela Som Livre.
Simone Carvalho fez de sua personagem Aldeneide, um grande sucesso. Tanto, que estampou a capa da revista Playboy, de novembro de 1980. Bem, como Monique Lafond, que estampou a capa da revista Playboy, de abril de 1981, graças à sua personagem, Danúbia.
Todas as obras de arte de Juca Pitanga eram de autoria do artista carioca
Holoassy Lins de Albuquerque, que foi contratado pela direção da novela para prestar também consultoria de costumes e orientar Tarcísio Meira nas cenas em que Juca Pitanga encenava a criação de obras de arte em seu atelier.